E por muitos anos eu tive medo...
Medo dos meus cortes e das feridas que estavam em mim... mas o sangue estancou;
E hoje agradeço, pois foram eles que me fizeram viver, e as cicatrizes eram apenas marcas para que eu não esquecesse o quanto sou forte...
Ninguém sabe o que passei, nem mesmo eu sei... Deus foi sábio e tudo de ruim foi junto com uma borracha mágica que não me deixa lembrar, mas confesso que ainda resta a sensação...
Amei mais, para suprir a falta de amor que tiveram por mim, e muitas vezes fui incompreendida e julgada por esse meu jeito... importar-me? Não,
pois como uma estrela, sou fonte, pois como um gato, renasci sete vezes diante de toda morte que haviam forjado para mim.
Mais um ano vem chegando, e minha evolução fará que eu ajude e ame cada dia mais os que me odiaram...
Meus amores, minhas lutas, minha vida!
E vinte e tantos anos de experiências e fortalezas que me fizeram alcançar o começo do topo, Deus é pai, e que venha o amanhã!
sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
Olhos fechados, cérebro entupido.
Terra sem lei...
Aqui, onde os grandes só enxergam um gigante lindo lenço azul turquesa
Turquesa que esconde a miséria, azul que confunde a fome.
Ninguém vê!
Os que passam, só sentem... os que deveriam ajudar, atrapalham...
Eu vejo, eu sinto, mas como devo agir diante de tantos pernilongos que me sugam?
Escrever? gritar? chorar? matar? ouvir? ignorar?
enquanto isso espero nessa impotência que me consome, e descontento-me com essa culpa que me corrói...
Aqui, onde os grandes só enxergam um gigante lindo lenço azul turquesa
Turquesa que esconde a miséria, azul que confunde a fome.
Ninguém vê!
Os que passam, só sentem... os que deveriam ajudar, atrapalham...
Eu vejo, eu sinto, mas como devo agir diante de tantos pernilongos que me sugam?
Escrever? gritar? chorar? matar? ouvir? ignorar?
enquanto isso espero nessa impotência que me consome, e descontento-me com essa culpa que me corrói...
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
samba de euforia
Vou alegrar com todas as notas sua melodia
menina dos olhos molhados, sorria!
Vida singela, vida macia
Vida ingrata, vida tardia
Menina dos olhos molhados, sorria!
Preste atenção, não corrija teus sentimentos
Grite, suspire, coloque para fora toda euforia
Menina dos olhos molhados, sorria!
Chore, pule de alegria
A vida bonita não é mais uma fantasia
Menina dos olhos molhados, sorria!
Confetes e serpentina
Carnaval de todo dia
Menina dos olhos molhados, sorria!
menina dos olhos molhados, sorria!
Vida singela, vida macia
Vida ingrata, vida tardia
Menina dos olhos molhados, sorria!
Preste atenção, não corrija teus sentimentos
Grite, suspire, coloque para fora toda euforia
Menina dos olhos molhados, sorria!
Chore, pule de alegria
A vida bonita não é mais uma fantasia
Menina dos olhos molhados, sorria!
Confetes e serpentina
Carnaval de todo dia
Menina dos olhos molhados, sorria!
Batendo o martelo
Um bazar de sentimentos
posso comprar seu sorriso?
quanto custa sua ilusão?
e todo esse sentimento, está em promoção?
No centro da suas ideias erradas, encontrei a essência do que é certo,
e depois de tanta repressão, alguém comprou o que era errado...
Errado por quem? por quê?
Os sonhos não passam da projecção do que você tem medo, e seu medo fez com que você leiloasse seus sonhos...
posso comprar seu sorriso?
quanto custa sua ilusão?
e todo esse sentimento, está em promoção?
No centro da suas ideias erradas, encontrei a essência do que é certo,
e depois de tanta repressão, alguém comprou o que era errado...
Errado por quem? por quê?
Os sonhos não passam da projecção do que você tem medo, e seu medo fez com que você leiloasse seus sonhos...
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
Que se fodam, é tudo mentira!
Você tem pais? Faz faculdade e trabalha em uma máquina capitalista? Tem cara de boneca e barriga de atriz de novela? Faz coco, mas ninguém sabe? Finge que é hippie ou underground?
Ohhhhh!
Somos todos um saco de ossos e carne, irracionais o bastante em não atingir nem 50% da capacidade de nosso cérebro...
E você, assim tão narcisista... bela bosta!
Sabe o que somos? Status, quanto mais você tem, mais você pode criar... Aproveite enquanto ainda podemos fingir!
Filhos da terra... filhos da puta!
Ohhhhh!
Somos todos um saco de ossos e carne, irracionais o bastante em não atingir nem 50% da capacidade de nosso cérebro...
E você, assim tão narcisista... bela bosta!
Sabe o que somos? Status, quanto mais você tem, mais você pode criar... Aproveite enquanto ainda podemos fingir!
Filhos da terra... filhos da puta!
a verdade?
E dentro de mim haviam tantas confusões, turbilhões de contradições e marcas visíveis de dor... Não gosto de ser assim, não quero depender da sua aprovação, mas minha necessidade vital em mostrar que posso ser isso tudo que inventei é maior...
E eu só queria ajudar, acolher e amar a todos que me são convenientes, e que eles apreciassem esse meu jeito de madre Tereza... mas hoje confesso, balela... só me importo com meu ego, só quero terminar de completar minha coleção de pedrinhas da bondade. Não se engane, eu te uso, e isso nunca foi ao contrário!
Sou fraca, inofensiva e às vezes até ingênua... assim aprendi a me defender!
Trocarei as máscaras quando for necessário... e o abismo da diferença será que eu sempre confessarei ingenuamente e você não!
E eu só queria ajudar, acolher e amar a todos que me são convenientes, e que eles apreciassem esse meu jeito de madre Tereza... mas hoje confesso, balela... só me importo com meu ego, só quero terminar de completar minha coleção de pedrinhas da bondade. Não se engane, eu te uso, e isso nunca foi ao contrário!
Sou fraca, inofensiva e às vezes até ingênua... assim aprendi a me defender!
Trocarei as máscaras quando for necessário... e o abismo da diferença será que eu sempre confessarei ingenuamente e você não!
autor desconhecido...
As vezes construímos sonhos em cima de grandes pessoas... O tempo passa... e descobrimos que grandes mesmo eram os sonhos e as pessoas pequenas demais para torná-los reais!
sexta-feira, 18 de junho de 2010
Entender?
Nossa capacidade vital não permite entender por completo todas as coisas, mas temos sentidos suficientes para contemplar a conclusão de todo questionamento!
Carolina Aires
Carolina Aires
terça-feira, 8 de junho de 2010
meu eu
Aquelas frases filosóficas, foram só pra te impressionar, pra te passar essa ilusão de intelectual... na verdade eu ainda nem sei se acredito nos valores que me ensinaram, quanto mais em frases feitas e opiniões formadas! Senta aí, vai! Deixa eu tirar os sapatos, desarrumar o penteado, tirar a maquiagem... quero te mostrar que assim de perto não sou tão bonita quanto pareço, por isso uso todos esses artifícios. É que no fundo tenho um medo terrível de que você me ache feia, de que você encontre em mim uma série de imperfeições. Sabe, não quero mais usar essa máscara de mulher inatingível, de mulher forte com punhos de aço... No íntimo me sinto uma pequena ave indefesa, leve demais para enfrentar o vento. Olha pra mim, às vezes minha intimidade não tem brilho algum e você terá que me amar muito para suportar essa minha impotência. impotência que muitos negam diante das cameras, nas frases bonitas do orkut, nas fotos coloridas e selecionadas... Vai, deixa eu tirar o casaco, tirar o cansaço... A convicção de independência afetiva? É tudo balela! Eu queria mesmo era dividir a cama, a mesa, o banho... Queria dividir os sentimentos, os sonhos, as ilusões... um pedaço de torta, uma xícara de café, algum segredo... Quantas vezes me inventei e até me convenci da minha identidade. Administrei minha liberdade. Tomei aviões, tomei whisky... troquei a lâmpada, abri sozinha o zíper do vestido... decidi o meu destino com tanta segurança! Agora, cá estou eu, vinte e tantos anos e toda atrapalhada, não sei direito o que fazer para agradar. Confesso que isso me cansa um pouco. Queria mesmo era falar de todos os meus medos, "dos seus medos?" você diria, como se eu nunca tivesse temido nada. Queria te falar das minhas marcas de infância, dos animais que tive, do meu primeiro dia de aula... queria falar dessas coisas mais elementares, e te levar na casa dos meus pais, te mostrar meu álbum de fotos, ah, queria te mostrar minha primeira bicicleta. Ela ainda existe! Queria te mostrar as árvores que eu plantei, e todas essas coisas que são tão importantes pra mim e tão insignificantes aos outros. Ah, você queria falar alguma coisa? Está bem! Antes, só mais uma coisinha: estou morrendo de medo que você saia desta cena antes de mim, que você saia à francesa desta história, e eu tenha que recolocar minha máscara, e me reinventar outra vez, para ser um estereótipo orkutiano...
Passei por momentos incríveis, por dores insuportáveis e amores irreparáveis... Vivi os 100 em 10, e nesse momento percebi que estava chegando muito perto do fim... Talvez esse seja o sentindo... Não há porque ter pressa, ou ter medo de ir rápido de mais, não há porque condicionarmos o que iremos viver em conceitos formados, ou grãos de ampulhetas... Temos sim que fazer com exatidão, pois as escolhas são fatais e um erro não é apenas uma forma de aprender... Quando a dor do errar bate, são poucos os que te ajudarão a levantar...
Aprendi de mais, mas ainda não sei quem eu sou e nem o que fui... E para que saber?
É... não sei ao certo se restaram pernas para reerguer e começar tudo de novo...
Mas vou vencer nesse mundo sábio, trazendo a dor para alimentação dos fracos e a sabedoria para o reino dos fortes...
Aprendi de mais, mas ainda não sei quem eu sou e nem o que fui... E para que saber?
É... não sei ao certo se restaram pernas para reerguer e começar tudo de novo...
Mas vou vencer nesse mundo sábio, trazendo a dor para alimentação dos fracos e a sabedoria para o reino dos fortes...
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
A onde está o tempo em que não nos limitávamos a tão pouco?
Mundo onde a crueldade habita nos arredores de nossas almas, mundo onde cruelmente sobrevivemos para superar o próximo.
Gritaria, irritação, selva dessa nação... Os sábios não sabem nada tentando sempre atingir o tudo... somos tão pequenos diante de tantas maravilhas. Ah! Se eles soubessem...
Olho para o lado e vejo como você me olha, na expectativa de ver em mim algo surpreendente, esperando algo majestoso para superar os seus limites e transgredir o seu ego. A inveja!
Vivemos como máquinas tentando sempre alcançar uma boa produção, felicidade. Mas não consideramos que para tal, esforços não são suficientes, o maior ponto é fazer sem fazer, atingir sem ferir...
E no fim, nada somos, nada fizemos e muito menos atingimos... No fim seremos apenas estatisticas em uma manchete sanguinária para aqueles que a almejam!
Mundo onde a crueldade habita nos arredores de nossas almas, mundo onde cruelmente sobrevivemos para superar o próximo.
Gritaria, irritação, selva dessa nação... Os sábios não sabem nada tentando sempre atingir o tudo... somos tão pequenos diante de tantas maravilhas. Ah! Se eles soubessem...
Olho para o lado e vejo como você me olha, na expectativa de ver em mim algo surpreendente, esperando algo majestoso para superar os seus limites e transgredir o seu ego. A inveja!
Vivemos como máquinas tentando sempre alcançar uma boa produção, felicidade. Mas não consideramos que para tal, esforços não são suficientes, o maior ponto é fazer sem fazer, atingir sem ferir...
E no fim, nada somos, nada fizemos e muito menos atingimos... No fim seremos apenas estatisticas em uma manchete sanguinária para aqueles que a almejam!
Assinar:
Postagens (Atom)